06/09/2010 15:36

RENATO RIELLA


RENOVAÇÃO EM BRASÍLIA

A tendência neste momento é a vitória do PT na eleição de governador. Esse partido saiu do governo em 1998, depois de uma administração apenas razoável da equipe de Cristovam Buarque, que deixou como marcas a faixa de pedestre e a bolsa-escola.

Não há dúvida que Joaquim Roriz, seguido por José Roberto Arruda, produziu muito mais, com o saneamento do BRB (que quebrou no governo Cristovam), a consolidação do Metrô, a dignidade dada a cidades como Samambaia, Paranoá, Santa Maria, São Sebastião, entre outras ações.

Ninguém consegue apagar méritos de governos anteriores, hoje condenados por outras práticas administrativas graves, entre as quais contratações de serviços e de gente com métodos escusos.

Assim, encaminha-se Brasília para uma nova administração petista. Ouvi alguém falar no fim de semana: “Não muda nada. Os métodos são os mesmos!”

É claro que muda. Agnelo Queiroz, ao assumir o governo, terá compromissos políticos próprios e dificilmente honrará acertos de Roriz e Arruda, como linhas de ônibus, coleta de lixo bandida, cemitérios condenados, Terracap e Secretaria de Habitação suspeitas, PDOT criminosamente implantado e muitos itens escabrosos.

A equipe de Agnelo (se ele for eleito) levará muito tempo até adquirir o know-how do mal assumido por “administradores” que estão no poder há 20 anos.

Brasília deve saudar a renovação. Pode ser que Roriz reaja, voltando a se viabilizar como candidato, mas falta pouco tempo para a eleição. Dificilmente ele conseguirá produzir fatos positivos, que devolvam otimismo ao seu eleitorado.

Da minha parte, se assumir um governador que impeça a construção de um estádio para 75 mil pessoas já será grande feito. Será que Agnelo vai nessa direção (ou não?)



FEDERAIS BEM DECIDIDOS

É interessante ver as últimas pesquisa no que se refere à Câmara Federal. Está se consolidando um quadro em que o lado do PT elege quatro deputados, a turma do Roriz elege três e a coligação PMDB/PTB, um parlamentar.

Na coligação petista, estão praticamente eleitos nomes como Reguffe (PDT), Paulo Tadeu, Erika Kokay e Magela.

No bloco rorizista, Jaqueline Roriz, Izalci e Bessa. Este último pode disputar a vaga com Adelmir Santana, se o senador do DEM conseguir faturar de verdade os votos do desistente Robson Rodovalho.

Na coligação PMDB/PTB, Pitiman está na frente, mas terá de disputar a vaga com Toninho Pop e o hoje suplente Quirino.

Dificilmente surgirão outros nomes nessa disputa das oito vagas de federal.

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06/09/2010 15:01

ALMIR FREIRE LIMA - ECONOMIA


BRASIL: SUPERÁVIT COMERCIAL

Entre os dias 1 a 3 de setembro de 2010, dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e do Comércio Exterior (MDIC) mostram que a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 138 milhões.

Com esse resultado, o saldo comercial brasileiro, no acumulado de 2010, até o dia 3.9, está positivo em US$ 11,822 bilhões, 41,9% inferior ao obtido em igual período de 2009.

Entre janeiro e 3.9.10, as exportações brasileiras cresceram 27,9%, para US$ 128,712 bilhões; e as importações, subiram 45,5%, para US$ 116,89 bilhões. As importações continuam a empurrar para baixo o saldo comercial brasileiro em 2010.

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06/09/2010 11:20

ALMIR FREIRE LIMA - ECONOMIA


BRASIL: PREVISÕES ECONÔMICAS

O Banco Central divulgou o Boletim Focus, que traz as estimativas sobre os principais indicadores econômicos, realizadas pelos agentes econômicos e financeiros:

a) PIB: expansão de 7,34% em 2010 e de 4,5% em 2011;

b) Produção Industrial: crescimento de 11,37% em 2010 e, em 2011, de 5%.

c) Inflação: o IPCA deverá encerrar 2010 com alta de 5,07% e, em 2011, de 4,85%. O IGP-M registrará, ao final de 2010, aumento de 8,71% e de 5,01% no fim de 2011;

d) Juros: a taxa SELIC ao final de 2010 deverá alcançar o patamar de 10,75%a.a. e, no encerramento de 2011, o nível de 11,5%a.a.;

e) Câmbio: em 31.12.2010 o dólar deverá estar cotado a R$ 1,79 e, em 31.12.2011, a R$ 1,83;

f) Balança Comercial: superávit de US$ 15 bilhões em 2010 e de US$ 8,68 bilhões em 2011;

g) Conta de Transações Correntes: déficit de US$ 50 bilhões e, em 2011, de US$ 58 bilhões.

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04/09/2010 22:46

ALMIR FREIRE LIMA - ECONOMIA


PARA LER NO DOMINGO


Bom Dia !
Hoje é domingo! Dia de se ir ao Parque da Cidade, maior centro de lazer do brasiliense, totalmente abandonado pelo governador Rogério Rosso, para dar uma bela corrida ou uma boa caminhada, integrando-se ao fantástico ambiente.
Dia de se curtir a família, dia de se estar com os amigos, dia de pegar um cineminha, de se ir ao teatro, dia de se ler um bom livro e de acompanhar o BLOG.
Participe! Sua contribuição, ajuda, crítica ou discordância é importante para melhorarmos o conteúdo do Blog. Por favor, se quiser participar utilize o espaço Comentário. Participe da vida de sua cidade!




REALIDADE CAMBIAL NO BRASIL

Você acredita que o dólar vai continuar caindo na próxima semana? Ou já chegou perto de um novo limite de queda?

---É difícil ter essa resposta na ponta da língua. O dólar tem tudo para continuar caindo, pois a expectativa da capitalização da Petrobras é muito grande. Espera-se uma montanha de dólares entrando no país.

O governo vai comer um dobrado para tentar evitar uma queda muito grande, pois isso afeta fortemente as exportações brasileiras. Fala-se que a nova barreira psicológica é a cotação de R$ 1,70. Mas ainda é cedo para se fixar a nova barreira.

O governo talvez tenha que fazer algumas intervenções no mercado futuro para trabalhar as expectativas. Mas vamos aguardar.



PARA O PEQUENO INVESTIDOR

Em meio a tanto noticiário sobre a Petrobras, o que se pode dizer ao pequeno investidor? Haverá mesmo lançamento de ações ainda este ano?

---O pequeno investidor, ou o chamado minoritário, saiu perdendo na hora que o governo fixou o preço médio do barril de petróleo da cessão onerosa em US$ 8,51. A conta da Petrobras era um barril valendo entre US$ 5,00 e US$ 6,00.

Isso significa que o minoritário, para manter sua atual posição no capital da Petrobras, vai ter que desembolsar mais recursos. Nesses dois últimos pregões já se vê os investidores saindo de algumas ações dos setores de mineração e siderúrgico, por exemplo, para ter o dinheiro necessário para participar da capitalização da Petrobras.

No atual governo, é difícil se garantir algo. Mas tudo indica que a data prevista da capitalização de 30.9.10 está mantida.



TAXA DE JUROS MANTIDA

Estabeleceu-se polêmica sobre a decisão de se manter inalterada a taxa de juros em 10,75%. Passados quatro dias, você acha que o Banco Central agiu certo ao não aumentar a Selic?

---Agiu certíssimo! As variáveis, mesmo de doze meses, não indicam pressão inflacionária. Para o final do ano, como todo final de ano, teremos uma alta da inflação, mas é sazonal, pontual.

A atividade econômica está em ritmo bem mais fraco e não existe expectativa de crescermos muito forte para 2011. Não havia, portanto, motivos para se aumentar ou manter o ciclo de alta da taxa SELIC.

Nada impede que, na próxima reunião, dias 19 e 20 de outubro, caso haja necessidade e se ocorrer alguma mudança de cenário, o Banco Central volte a aumentar os juros.

O mais importante agora é começar a discutir o que fazer para podermos baixar a taxa SELIC. A meta é que, em 2014 ou 2015, estejamos com os juros em patamar civilizado, na faixa de 2% a 3% a.a.. Essa tem que ser a meta do próximo ou da próxima governante.



MUNDO CONFIANTE NO BRASIL

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, está comemorando, ao dizer que o segundo crescimento de PIB do mundo será o do Brasil, com 7%. Que repercussão tem no mercado exterior esta notícia? O quê o Brasil ganha com isso?

---O fato do Brasil estar crescendo fortemente, num momento em que o mundo desenvolvido tem taxas medíocres de crescimento, representa maior confiança para o país, maior capacidade de atração de capital externo para investimento.

O Brasil, com os dois megaeventos previstos para os próximos anos (a Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e a Olimpíada do Rio, em 2016), vai precisar atrair muitos recursos para financiar as obras necessárias para esses eventos.

Nosso Pa[is não tem o dinheiro para fazer as obras necessárias. Daí, o fato de estarmos com a economia em forte expansão é um ponto positivo. Não podemos deixar
de respeitar as normas jurídicas vigentes, tão importantes
quanto o crescimento nacional. O Brasil ganha mais respeito por estar crescendo e respeitando as leis em vigor.

Desejo a todos um maravilhoso domingo! Cuidado com a secura. Hidrate-se!

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03/09/2010 23:41

RENATO RIELLA


NÃO FICA PEDRA SOBRE PEDRA

A situação dos que cercam o candidato Joaquim Roriz é complicada, difícil.

O candidato a deputado federal Robson Rodovalho desistiu de disputar a eleição.

A candidata ao Senado, Maria Abadia, bombardeada pela Lei da Ficha Limpa, está desmoronando nas pesquisas.

Dois distritais de peso devem ser afetados pela Ficha Limpa: Benício Tavares e Cristiano Araújo.

Para completar, o ex-governador Roriz despenca nas pesquisas. Nesta última do Ibope perde para o petista Agnelo Queiroz por 40% a 32%.

Não se pode dizer que é caso perdido, mas certamente é caso mal administrado. Não adianta dizer que o Supremo Tribunal Federal vai reverter todas as ameaças, pois o tribunal não pode mudar resultado de pesquisa.

Assim, todos os que cercam esse grupo acabam se prejudicando, inclusive candidatos a federal e distrital.

É um instante difícil, que requer visão sábia do ex-governador e ex-senador. Cabe a ele dizer o que fazer, mas provavelmente vai indicar Jofran Frejat para candidato a governador, ficando o dilema do vice. Pensando bem, Rodovalho daria um ótimo vice.

É assim que segue a eleição em Brasília, com muito ampla perspectiva de renovação.
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03/09/2010 19:12

ALMIR FREIRE LIMA - ECONOMIA


BOVESPA ESTÁVEL

A BOVESPA recuou hoje 0,19%, com o IBOVESPA atingindo 66.678 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,41 bilhões. As ações da Vale e da Petrobras responderam por mais de 36,0% do volume total negociado hoje. As ações PNA da vale caíram 0,3%.

Dentro do IBOVESPA as maiores altas ocorreram nas ações da LLX Log ON,+5,17%; Petrobras ON,+4,7%; Petrobras PN,+4,34%; Souza Cruz ON,+1,82%; e Tim Part ON,+1,17%. Já as maiores baixas foram nos papéis da OGX Petroleo ON,-5,67%; Rossi Resid ON,-3,3%; Brokfield ON,-3,16%; Telemar N L PNA,-3,03%; e Bradespar PN,-2,77%.

No último pregão da semana a BOVESPA fechou em ligeira baixa. Com o resultado, na semana, o IBOVESPA registra alta de 1,67%, embora, no acumulado de 2010, até 3.9, aponte para perdas de 2,78%. As ações da Petrobras continuam brilhando no pregão.

As ON e as PN subiram mais de 4% no pregão desta 6a.feira. Elas sozinhas representaram 28,47% de todo o volume negociado hoje na BOVESPA. Na semana, as ações ON da Petrobras cresceram 9,22% e as PN subiram 8,43%. É a euforia da capitalização.

As indefinições vinham represando o valor dos papéis. De repente, houve definições, nem todas boas para o acionista minoritário. Agora, quem quiser participar da capitalização tem até a semana vindoura para comprar ações da empresa. Abriram-se as comportas do mercado. Observa-se muita mudança de papéis, com os investidores saindo de Vale e de setores como o da mineração e siderúrgico, para comprar ações da Petrobras.


EUA: BOLSAS EM ALTA

Em Toronto, o índice TSX Composite cresceu 0,28%; no México, o MXSE IPC avançou 0,54%; e, em Wall Street, o Dow Jones subiu 1,24%, o Standard&Poor's 500 (SP500) aumentou 1,32% e o Nasdaq ganhou 1,53%. Wall Street continuou com um baixíssimo volume de negócios, US$ 3,57 bilhões. Na semana, o índice Dow Jones subiu 2,93%, o SP500 cresceu 3,75% e o Nasdaq lucrou 3,72%.

Em Nova York, o preço do barril de petróleo, tipo WTI, alcançou US$ 74,36, queda de 0,88%. As bolsas americanas fecharam em alta o último pregão da semana.

Embora sem grandes motivos, o simples fato dos dados sobre o emprego terem vindo superiores ao esperado, apesar de negativo e da taxa de desemprego ter aumentado 0,1 ponto percentual, para 9,6%, levou os índices americanos para o campo positivo.

Os investidores gostaram também do fato do setor privado norte-americano ter gerado 67,0 mil novos postos de emprego. Atribui-se esta animação a uma vitória da esperança sobre o medo.

Os investidores ficaram na expectativa de que a economia não voltará a recessão. As ações da petrolífera britãnica BP cresceram mais de 2,0% hoje, depois que a empresa anunciou ter gasto US$ 8,0 bihões para conter o vazamento de óleo no Golfo do México, quantia bem inferior ao valor provisionado, US$ 20,0 bilhões.

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03/09/2010 17:52

ALMIR FREIRE LIMA - ECONOMIA


LÁ VAI O DÓLAR: R$ 1,731

O dólar comercial, para venda, fechou cotado a R$ 1,731, menor cotação de fechamento desde o início de janeiro de 2010, registrando ligeira desvalorização frente ao real de 0,06%. Este foi o quarto pregão consecutivo de perdas.

Ao longo da sessão, o dólar chegou a ser cotado a R$ 1,717, menor nível desde dezembro de 2009. Além da queda já esperada por conta da capitalização da Petrobras, o pregão de hoje foi influenciado por dois feriados: o primeiro, no dia 6.9, nos EUA, comemoração da Labour Day; e o segundo, no dia 7.9, no Brasil, quando se comemora o Dia da Independência.

Conforme também já esperado, o governo começa a se mover para tentar segurar o câmbio. Hoje tivemos declarações do Ministro da Fazenda, do tipo: "O governo pretende agir fortemente para coibir uma valorização maior do real".

Com o resultado de hoje, o dólar na semana se desvalorizou 1,25%. O Banco Central manteve sua política intervencionista, e, hoje, a taxa de corte foi de R$ 1,73.


EUROPA: BOLSAS EM ALTA

As principais bolsas européias fecharam em alta o pregão desta sexta-feira, influenciadas pelos dados sobre o emprego nos EUA, que vieram bem melhores que as expectativas.

Houve influência também dos dados macroeconômicos da Europa e da China, nas áreas de varejo e serviços, que vieram positivos, surpreendendo favoravelmente o mercado.

Hoje, poderíamos dizer que foi um dia de surpresas agradáveis, pelo menos até o fechamento das bolsas na Europa. O Ftseurofirst300, o principal índice de referência das ações européias, cresceu 0,84%, para 1.064 pontos, continuando com baixíssimo volume financeiro, 205,54 milhões de euros.

Em Londres, o índice FTSE 100 avançou 1,06%; em Frankfurt, o Xetra DAX subiu 0,83%; em Paris, o CAC 40 cresceu 1,12%; em Madri, o Ibex 35 expandiu 0,59%; em Bruxelas, o Bel 20 Index valorizou 0,48%; e, em Oslo, o Oslo All Share ganhou 0,26%.
No sentido inverso, em Moscou, o RTS caía 0,02%.

No mercado londrino, o preço do barril de petróleo, tipo BRENT, alcança US$ 76,54, baixa de 0,51%.

As principais commodities operam em alta, destaque para os ganhos de 1,21% nos preços da prata e de 1,64% nas cotações do café Arábica.

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03/09/2010 17:06

ALMIR FREIRE LIMA - ECONOMIA


SUPERPETROBRAS


A Petrobras anunciou sua megaoferta de ações, que poderá atingir R$ 128,3 bilhões de reais, ou US$ 74,5 bilhões, no câmbio atual, o que se configura a maior operação planetária do tipo na história. Nunca na história desse país...

A estatal planeja emitir até 2,17 bilhões de novas ações ordinárias e 1,59 bilhão de novas ações preferenciais no lote principal da oferta. Poderemos ter lotes suplementar e adicional de até 564 milhões de novas ações.

Apesar do gigantesco número, a oferta ficou ainda abaixo do valor total aprovado pelos acionistas da companhia para o negócio, de até R$ 150 bilhões.

O governo, como possui aproximadamente 1/3 do capital da Petrobras, deverá responder por aproximadamente R$ 38 bilhões do valor total da oferta e ficará com "crédito" de mais de R$ 36 bilhões para comprar eventuais sobras da operação, caso parte dos acionistas não controladores não exerçam o direito de preferência de comprar as ações que lhe correspondem.

Pelo tamanho da operação, acreditamos que haverá uma significativa quantidade de sobras. O governo também joga com essa hipótese, pois baixou a MP 500, que autoriza bancos estatais e empresas estatais a adquirirem ações da Petrobras.

Teremos coordenadores de peso na operação. Os coordenadores globais da operação são o Bank of America Merryl Lynch, Bradesco BBI, Citigroup, Itau BBA, Morgan Stanley e Santander.

Na oferta de varejo no Brasil, o Banco do Brasil Investimentos atuará como coordenador junto com o BTG Pactual, Credit Agricole CIB, Credit Suisse, HSBC, JP Morgan e Société Générale.

Com base no fechamento do pregão desta 5a.feira, 2.9.10, a Petrobras vale R$ 260 bilhões na bolsa. Ou seja, os R$ 128,3 bilhões pretendidos representam 49,3% do capital total da empresa.

Só para se ter uma idéia do tamanho da operação da Petrobras, a maior oferta de ações ocorrida até hoje foi em 1987, da Nippon Telegraph and Telephone - NTT Japão, que levantou US$ 36,8 bilhões, seguida do Royal Bank of Scotland, Reino Unido, em 2008, US$ 24,4 bilhões; Lloyds Banking, Reino Unido, em 2009, US$ 22,5 bilhões; e AgBank, China, em 2010, US$ 22,1 bilhões.

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03/09/2010 11:41

ALMIR FREIRE LIMA


BRASIL: CRESCIMENTO INTENSO

A economia brasileira registrou expansão de 1,2% no segundo trimestre de 2010, em relação ao primeiro trimestre de 2010. Na comparação de 12 meses, segundo trimestre de 2010 versus segundo trimestre de 2009, o Produto Interno Bruto - PIB, que é a soma de todas as riquezas do Brasil, apontou para a significativa taxa de crescimento de 8,8%.

Em valores correntes, o PIB do segundo trimestre totalizou R$ 900,7 bilhões. Destaque-se, no trimestre, o aumento de 2,1% no setor agropecuário, a alta de 1,9% na indústria e o crescimento de 1,2% no setor de serviços. Os investimentos, medidos pela formação bruta de capital fixo, cresceram 2,4%.

A despesa de consumo das famílias subiu 0,8%. Já a despesa de consumo da administração pública aumentou 2,1%. No setor externo, as exportações subiram 1% e as importações se expandiram 4,4%.

Os dados são excelentes, mas confirmam a desaceleração do PIB brasileiro, embora em níveis inferiores ao esperado, tanto pelo governo, quanto pelo mercado, depois de um início de ano explosivo. O aumento maior das importações ajuda a explicar a significativa redução do nosso superávit comercial e o crescimento do déficit na conta de transações correntes.

O grande destaque do trimestre foi a taxa de investimento de 17,9%, a segunda maior taxa trimestral desde a criação da série histórica em 2000. Esta taxa é um dos pilares de sustentação do crescimento econômico do país. Outro ponto muito bom foi a taxa de poupança de 18,1%.



DESEMPREGO NOS ESTADOS UNIDOS

Dados do Departamento do Trabalho americano mostraram que, em agosto de 2010, foram fechados 54 mil vagas de trabalho nos EUA, com 114 mil vagas geradas pelo Censo sendo fechadas.

Este é o terceiro mês consecutivo de corte no número de postos de trabalho, mas surpreendeu de forma positiva, pois veio bem menor que as expectativas do mercado. O setor privado gerou 67 mil novas vagas de emprego.

A taxa de desemprego elevou-se em 0,1 ponto percentual, atingindo 9,6% da população economicamente ativa nos EUA.




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02/09/2010 21:56

RENATO RIELLA


DANDO SORTE AO AZAR

Faltam 31 dias para a eleição e a candidata Dilma Rousseff (PT) está praticamente eleita em primeiro turno. No entanto, sabe quem já coordenou campanhas eleitorais, o erro do candidato ou da sua equipe (ou do seu partido) muitas vezes faz a derrota chegar.

É o que se vê nesse caso de manipulação da Receita Federal na tentativa vã, inútil, de comprometer gente ligada ao candidato tucano José Serra.

Enquanto o escândalo atingia dirigentes do PSDB ou parentes distantes do candidato nada de mais grave resultava. Mas Serra foi brindado com o que mais precisava na disputa eleitoral: emoção, indignação, revolta, inquietação familiar.

A quebra do sigilo fiscal da filha de Serra, Verônica, dá a ele brilho de guerreiro no olhar. Traz a família na denúncia de uma tentativa burra de comprometer quem não tem rabo preso (tanto que o vazamento de dados na imprensa não resultou em nada).

O presidente Lula, a candidata Dilma e o PT estão subestimando este caso, achando que a eleição já está ganha. Não é bem assim, até mesmo porque todo dia surge um fato novo, uma lama nova, produto de trapalhões que o presidente Lula um dia chamou de aloprados.

Dilma está flertando com o perigo. Lembra o atacante Neymar quanto perdeu um pênalti querendo desmoralizar o goleiro. Não se dá sorte ao azar, principalmente em eleição.

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